Participação em feiras - Stand: uma extensão da empresa (parte 2)

O trabalho realizado antes da feira é vital e estudos mostram que cerca de 80% das empresas não promovem a sua participação. Márcia Viegas, autora do livro ?Marketing de Feiras?, identifica alguns dos diferentes passos...

Planeamento é fundamental

O trabalho realizado antes da feira é vital e estudos mostram que cerca de 80% das empresas não promovem a sua participação. Márcia Viegas, autora do livro “Marketing de Feiras”, identifica alguns dos diferentes passos no planeamento do certame: seleccionar a feira [é muito importante saber o perfil dos visitantes, para poder fazer uma escolha acertada], solicitar toda a documentação, escolher o responsável pela participação, estabelecer objectivos, definir o stand e determinar o orçamento. Maria de Lurdes Sarmento acrescenta a divulgação. “Uma acção obrigatória é o envio de convites a potenciais clientes”. Deve-se ainda, segundo a autora, preparar brochuras e panfletos. Nesta fase há que partilhar com toda a empresa os objectivos de participação. É importante que todos estejam imbuídos do mesmo espírito.

Stand: uma extensão da empresa

O ideal é que o stand configure a imagem e o espírito da empresa e que se insira num plano de comunicação já estabelecido. É importante investir num stand de qualidade, de modo a que a primeira impressão seja boa e duradoura. Actualmente fala-se em “experience stand” ou eventos no stand. Para Barry Suskind, “criar experiências é crucial no sucesso da feira.” Demonstrações, seminários educacionais, produtos interactivos são iniciativas que podem marcar. “De acordo com psicólogos, as pessoas tendem a lembrar-se das experiências, mesmo depois de se esquecerem dos detalhes”, acrescenta, concluindo da importância para o visitante de tocar, sentir, cheirar, provar e ouvir. Maria de Lurdes Sarmento concorda, apesar de não ser prática corrente nas feiras portuguesas. “Há países em que cada stand é quase uma feira em si mesmo, cheio de movimento, animação, apresentações, demonstrações, workshops. Também é interessante desenvolver acções de natureza social. Numa perspectiva de marketing relacional esse aspecto é fundamental. Podem ser servidos cocktails, providenciada música ao vivo e outras iniciativas similares para fomentar o convívio e maior conhecimento entre as partes.”



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